A primeira locadora de malas do Brasil.

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Dicas de Viagem

• OUTRAS DICAS
 


· Com que tipo de dinheiro é melhor viajar?
O ideal é um pouco de cada um, pois todos têm vantagens e desvantagens. Cheques de via-gem são mais seguros porque em caso de perda ou roubo podem ser cancelados. Porém, cos-tumam ter as piores taxas de câmbio, quando é preciso trocá-los por outra moeda que não a original. Já dólares têm a vantagem de serem fáceis de trocar (em alguns lugares são até acei-tos como moeda paralela), mas, como se tratam de cédulas, se você perder, não há como re-cuperá-los. E os cartões de crédito, que são práticos e seguros (servem, por exemplo, de ga-rantia na hora de alugar um carro, coisa que nem o dinheiro resolve), só têm um inconvenien-te: nem sempre são aceitos em todos os lugares. De qualquer forma, se você viajar com che-ques de viagem ou cartão de crédito nunca deixe de levar pelo menos alguns dólares em di-nheiro para as despesas iniciais. E dê preferência as cédulas pequenas de 1, 5 e 10 dólares, já que as grandes, de 50 ou 100 dólares, são mais fáceis de falsificar e, por isso mesmo, difíceís de trocar.

· O que fazer se o avião atrasar e eu perder uma conexão?
Se o atraso for superior a quatro horas, a companhia aérea é obrigada a colocar você em outro vôo, próprio ou de outra companhia, além de arcar com suas despesas de alimentação e hos-pedagem, caso o vôo seja adiado ou cancelado por outras razões que não seja o mau tempo. Se, por conta disso, você perder uma conexão, a empresa é obrigada a recolocá-lo no primeiro avião disponível, arcando, também, com todas as despesas que esse atraso venha a causar. Se ainda assim você se sentir prejudicado (perder parte do passeio ou uma importante reunião de negócios, por exemplo), tem direito a ser recompensado pela companhia aérea. E, para não enfrentar essa batalha sozinho, você pode recorrer à Associação das Vítimas de Atrasos Aé-reos, que funciona no Brasil, no tel. (011) 872-7188.

· Se eu pagar excesso de peso na bagagem, posso embarcar quantas malas quiser num avião?
Não. Mesmo pagando pelo excesso de peso, há limites de malas por passageiro. E estes limi-tes só são ultrapassados quando há espaço disponível no avião, o que depende da quantidade de passageiros e malas embarcadas. De qualquer forma, a taxa que se paga por quilo extra é proporcional ao preço da passagem - e sempre custa bem caro. Em geral, nunca menos de 10 dólares por quilo excedente.

· Como se virar num idioma desconhecido?
Hoje, em praticamente qualquer lugar do mundo, você encontrará alguém que entende inglês, que é a língua que está mais perto de ser um idioma universal. Mas se você também não falar inglês, ou der o azar de não achar ninguém que o entenda, tente conquistar a boa vontade de seu interlocutor com sorrisos e gestos. Um dicionário de frases locais ajuda. Mas ainda não inventaram nada melhor do que a simpatia.

· O que eu devo fazer em caso de acidente?
Se você ou seu companheiro ficarem doentes ou sofrerem algum acidente, uma agenda de telefones pode salvá-los de mais aborrecimentos. Tenha à mão o número da chamada de e-mergência do seu seguro-saúde (não faça nada sem antes ligar para ele!), do seu agente de viagem (para cancelar ou adiar o resto da viagem), do cartão de crédito e do seu médico no Brasil, para um diagnóstico mais claro.

· Como enfrentar um vôo sem sofrer muito?
Os efeitos da baixa umidade do ar, das diferenças de pressão e do aperto das poltronas abordo podem ser atenuados se você beber muita água, usar hidrataste e andar pelo corredor do avião a cada hora. Peça um cobertor, para evitar o frio do ar-condicionado, e não exagere na comida e na bebida. A altitude aumenta o efeito do álcool.

· O que fazer se eu for assaltado ou perder todos os documentos?
A primeira providência é registrar a queixa na polícia. Em seguida, entre em contato com uma embaixada ou consulado brasileiro. Na falta de CPF original, carteira de identidade, titulo de eleitor e certificado militar (o que ninguém leva numa viagem ao exterior), o consulado brasi-leiro não pode emitir uma segunda via do seu passaporte. Mas pode lhe dar uma autorização para voltar ao país - o problema é que você não poderá ir a mais nenhum outro lugar. Se per-der também a passagem, vá até a loja mais próxima da companhia aérea que emitiu o bilhete e peça uma cópia. Será preciso assinar um termo de responsabilidade. E, dependendo da empre-sa, pagar uma multa.

· Qual é a melhor maneira de ligar para o Brasil?
Usar telefones públicos sai sempre mais barato. Mas ligar a cobrar nem sempre é vantajoso, pois o valor da tarifa brasileira geralmente é mais caro que o das empresas estrangeiras. Ligar do hotel, nem pensar: as taxas são absurdas. Por isso, a melhor alternativa são os cartões tele-fônicos, que já existem em quase todos os lugares do mundo e permitem ligar de qualquer telefone. Até do quarto do hotel.

· Duas pessoas viajando juntas podem somar suas cotas de compras e trazer algo que custe além dos 500 dólares?
Não. A cota de compras no exterior é individual. Ninguém pode comprar nada no exterior que custe além de 500 dólares sem pagar um imposto de 50% sobre o valor excedente. Não adian-ta ser casal, nem pai e filho. E quem for pego sem declarar o excedente ainda paga multa so-bre o valor da compra. A exceção são as compras nos free shops nacionais (só os nacionais, porque os estrangeiros também abatem da cota), que podem somar outros 500 dólares. Mas, também, sem direito a somas.

· Filhos menores de idade de pais divorciados podem viajar só com a autorização de um deles?
Não. Mesmo que a mãe detenha a guarda dos filhos, a autorização emitida pela Polícia Federal precisa ser assinada também pelo pai. E vice-versa. Se isso não for possível, é preciso ir pessoalmente ao Juizado de Menores com a criança para conseguir uma autorização especial.

· O que faço se a minha mala não chegar?
O primeiro passo é registrar o desaparecimento no próprio aeroporto, no guichê da companhi-a, ao lado das esteiras - sempre há um. Você preencherá um formulário relatando o modelo da mala (identificações personalizadas, como cores e fitas são bem úteis), o seu conteúdo e ende-reço para contato. Se a mala sumir na ida, ou seja, na sua chegada ao exterior, informe desal-madamente o roteiro que fará nos próximos dias (qual cidade, qual hotel) e exija que a baga-gem lhe seja entregue lá - você tem esse direito! Peça telefone do setor responsável e, caso você não receba notícia alguma no dia seguinte, cobre. Faça, também, questão de receber al-gum dinheiro ou compensação para despesas de emergência, como compra de roupas. Algu-mas empresas costumam reservar kits ou cerca de 100 dólares para casos assim. Se a sua mala não for localizada em 72 horas, ela será considerada extraviada, e a companhia aérea deverá reembolsar você, com base na tabela internacional de 20 dólares por quilo. Mas, atenção: só são pagos, no máximo, 32 quilos por passageiro. Portanto, o melhor é não exagerar na bagagem, nem despachar nada de muito valioso dentro dela.

· Devo levar remédios de casa ou compro lá?
Dificilmente uma receita médica brasileira será aceita no exterior. Portanto, desista de tentar comprar qualquer medicamento mais forte lá fora. Além disso, os nomes de fantasia dos re-médios são diferentes em cada país, o que dificultaria a identificação. O ideal é levar de casa os remédios que você usa regularmente ou que possa vir a precisar (mas cuidado com os exa-geros!), além de um kit básico, que embora possa ser comprado em qualquer farmácia, poupa tempo e dinheiro. Os itens mais indicados são: aspirina, antiinflamatório, comprimido contra enjôo, colírio, antigripal, remédio para diarréia e prisão de ventre, sal de fruta, antitérmico e spray de garganta.


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